segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

E a crise me pegou

Depois da festa da posse e os 2000 quartos do hotel cheios agora chegou a hora de ter a experiência de saber sobreviver na crise economica americana. Não que eu realmente quissesse participar deste outro momento histórico americano, mas não tive muita escolha.

Esta semana vamos ter seis dias de folga no hotel, praticamente um tempo de férias. E o dia de trabalho foi domingo, então agora temos que esperar até quarta-feira pra ver como vai estar a situação na próxima semana. Isso desanima, principalmente porque a gente tem que pagar o aluguel de onde a gente mora, além de comida. E agora estou procurando um second job por aqui meio que desesperadamente*.

* Mas não se preocupe mãe, não estou passando fome, a única coisa que posso perder no máximo é um dia de passeio na Disney ou algum tênis barato.


Em um parque perto de Crystal City.

Essa semana vou aproveitar pra passear no hotel fingindo que eu sou uma hóspede chique e metida. Também quero tentar ir no zoológico e no memorial de Thomas Jefferson.

Das coisas que eu fiz esse meio tempo foi trabalhar muito, ir numa festa punk e ir pra Baltimore no dia do valentine's day.

A festa punk eu vi numa propaganda no metro, quase todas as meninas do housing foram. Chegando la, maquiagem e cabelo de graca, mas tudo de punk. Foi engracado, principalmente na volta que a gente veio assustando o pessoal do metro numa bela sexta feira 13. Tinha umas pessoas que realmente atravessavam a rua ou mudavam de vagão do metro quando viam a gente. Demos muitas risadas com isso.

As bruxas e o maquiador.

Pra Baltimore fui eu a Denise e o primo dela. A cidade é a uma hora daqui, muito badalada, ainda mais nesse dia nos namorados. Fomos pra uma boate onde podia menores de 21 pra Denise poder entrar, mas ela não recebe a pulseira de quem pode beber.

Na balada em Baltimore.

No trabalho, completei um mês de ralação e entre outras coisas aprendi:
- que aspirador de pó é uma coisa desnecessária;
- que antes do trabalho devemos ir nos quartos ver se tem gorjeta antes que os housemans façam esse serviço;
- a agradecer com um "do not disturb" na porta;
- que é humanamente impossível limpar 16 quartos em 8 horas do jeito que deveria ser, por isso nunca confie em um hotel totalmente.
- que você pode fazer a feira em um dia de check outs, que é quando você limpa o quarto da pessoa que vai embora.

2 comentários:

  1. Vida de camareiro eh dificil, eh fogo a crise, sei o q vc esta sentindo... mas eh assim mesmo, sou houseman as vezes e n tiro o dinheiro das camareiras, deveria tirar? hehe mas eh assim mesmo, ja ta tudo chegando no fim, da pra aguentar. Quantas virgulas, estou perdendo o jeito da escrita.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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